

Na manhã desta quinta-feira foi celebrada missa de corpo presente para Clarisse Abdalla, vítima de infarto no dia de ontem, na capela 7 do cemitério São João Batista. Padre Jesus Hortal, reitor da Universidade PUC, como celebrante, Padre Marcos Willian, Vigário Episcopal da Comunicação, concelebrando, e a presença dos diversos padres da arquidiocese ligados a comunicação, juntamente com professores, alunos e funcionáriod da Puc-rio, TV-Puc,coordenadores da Pastoral da Comunicação dos diversos vicariatos,Thiago Camara, do portal da arquidiocese, amigos e familiares,todos muito abatidos com o acontecido. Logo após, seguiu cortejo até o cemitério de Irajá, onde Clarisse foi sepultada.
Sidney Resende, jornalista âncora da Rádio CBN, também professor do curso "Rádios Comunitárias" realizado para a arquidiocese, deu o seguinte depoimento em seu blog:
"Muito triste a morte da jornalista Clarice Abdalla. Soube desta perda pelo nosso Chefe de Redação, Alberto João, que entrou na minha sala aos prantos. Todos nós somos admiradores dela. Estamos muito sentidos.
Trabalhamos juntos no programa Encontro Com a Imprensa da rádio Jornal do Brasil. E mais tarde, no programa Panorama Brasil, da rádio Panorama, o primeiro jornalístico da FM do país.
O infarto fulminante não deu chances de socorro. Clarice morreu dormindo. Muito dedicada, ela vinha realizando um trabalho marcante a frente da Assessoria de Imprensa da PUC-Rio.
Professora do Departamento de Comunicação Social e Coordenadora dos Núcleos de Assessoria de Imprensa, Rádio e Internet do Projeto Comunicar, Clarice Abdalla formou muitos talentos. Jovens que devem agradecer à ela por receberem de alguém tanto amor ao rádio, ao jornalismo genuíno. Uma pessoa e profissional com ética nas veias.
O sepultamento será às 11h desta quinta-feira(5/2), no Cemitério de Irajá (Praça N. S. da Apresentação, 198).
Clarice como produtora marcou época. Os mais importantes protagonistas do processo de redemocratização do Brasil só tiveram espaço no Rádio AM porque ela trabalhou para isso. Entrevistamos grandes personalidades porque Clarice passava horas e horas do seu dia empenhada em convencer Ulysses Guimarães, Luiz Carlos Prestes ou Chico Mendes a dar entrevsita para o Encontro com a Imprensa. E só sossegava, quando conseguia o objetivo.
Clarice passou muitas noites debruçada ao telefone neste trabalho porque amava o seu ofício. Espero, sinceramente que o seu filho de 10 anos guarde no seu coração a linda lembrança da mãe grandiosa.
Muitas vezes, Clarice privou sua vida pessoal porque trazia dentro de si raro profissionalismo.
Lembro como se fosse hoje da sua alegria quando conseguia marcar com convidado que julgava especial. Normalmente o mais difícil. Parte deste trabalho Clarice tornou público num livro de sua autoria em que publicou pela editora Vozes. Lá, a reprodução de alguns destes momentos luminosos do rádio.
Os coleguinhas, várias vezes, davam destaque de primeira página a uma declaração que só tinha sido possível ser dada porque Clarice lutou para a fonte tornar o fato relevante em algo público.
Espírito público, acima de tudo. Isso. Espírito público. Era isso que Clarice Abadalla tinha. Fique em paz, amiga." - Sidney Resende
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