quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

MISSÃO CONTINENTAL NA IGREJA DE SANTANA





No último dia 14, foi realizado o primeiro encontro arquidiocesano com vista à Missão Continental. A reunião foi conduzida pela Coordenação Arquidiocesana de Pastoral e teve como finalidade iniciar a mobilização arquidiocesana para pôr em prática, dentro da realidade carioca, o Projeto Nacional de Evangelização. Este projeto é a concretização para o Brasil da Missão Continental. Foi determinado pelas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) aprovadas na Assembleia Geral da CNBB, em abril de 2008. Intitulado “O Brasil na Missão Continental”, o projeto de evangelização tem como lema: “A alegria de ser discípulo missionário” e foi inspirado no documento de Aparecida.

O encontro se realizou no auditório da nossa paróquia e contou com a participação de padres e leigos, assessores e coordenadores dos Vicariatos territoriais da Arquidiocese do Rio. A programação ficou sob a responsabilidade do Padre Joel Portella Amado, membro da Coordenação Arquidiocesana de Pastoral. É a Coordenação de Pastoral que, nas dioceses, tem a responsabilidade de animar, acompanhar e promover o desenvolvimento do Projeto Nacional de Evangelização.
Nossa paróquia foi representada por Ilza(coordenadora de liturgia, Congregação Mariana e Apostolado da Oração) e a Srª Nice (liturgia).

Ao apresentar as diretrizes do trabalho, o Sacerdote explicou que este será desenvolvido em três níveis. O primeiro nível liga-se às visitas missionárias. Trata-se de uma experiência muito parecida com o que aconteceu na Missão Popular. “É preciso, porém, que as visitas não se restrinjam apenas a um único momento, mas estabeleçam vínculos, laços, chegando a formar pequenas comunidades”, destaca Padre Joel. “Estaremos, assim, caminhando para as paróquias como comunidades de comunidades”, conclui.

O segundo nível diz respeito à presença da Igreja na sociedade. Neste nível, a Arquidiocese do Rio de Janeiro, como, aliás, tem feito ao longo dos anos, assumirá com empenho a Campanha da Fraternidade. Cada Vicariato é convidado a reunir as comunidades, em diálogo com a sociedade civil, para conversar a respeito da segurança pública. Dentro do possível, será estimulada a participação nas Conferências de Segurança Pública. Dentro ainda deste segundo nível, será celebrado, com alegria, o centenário de nascimento de Dom Hélder Câmara. O Vicariato para a Caridade Social, que tem junto a si algumas entidades fundadas por Dom Hélder coordenará as atividades. Entre estas entidades, se destacam o Banco e a Feira da Providência. O Vicariato Suburbano, que tem em sua área a grande Avenida Dom Hélder Câmara realizará eventos destinados a informar ao grande público quem foi aquele que deu nome à antiga Avenida Suburbana.

O terceiro nível liga-se às missões Ad gentes. A Arquidiocese do Rio de Janeiro tem, a longo tempo, contato com a Diocese de Parintins, no Amazonas, e com a Prelazia de Paranatinga, no Mato Grosso.Um dos gestos concretos propostos durante o encontro foi o de cada vicariato enviar, pelo menos, um leigo para passar quinze dias em Paranatinga, participando de ações evangelizadoras naquela Prelazia. Trata-se de dinamizar ainda mais uma experiência que vem dando certo há muito tempo, sob a coordenação do Padre Licinho, assistente arquidiocesano da Pastoral Missionária.

Participação dos Vicariatos
Para as visitas missionárias, cada Vicariato vai preparar e formar os coordenadores dos setores e os missionários. Padre Joel disse também que “os missionários vão conversar sobre a vida, à luz da Palavra de Deus. Mostrarão a força iluminadora, animadora dessa Palavra na vida das pessoas, marcadas por alegrias e sofrimentos. O Sacerdote explicou, ainda, que esse trabalho será desenvolvido em diversas etapas. O primeiro passo é o estudo do projeto e o discernimento dos melhores caminhos. O encontro do dia 14 significou o ponto de partida. O segundo passo será a apresentação desse projeto ao governo arquidiocesano para que ele receba a aprovação oficial e as adaptações necessárias. O terceiro passo consiste na formação dos coordenadores de setores e dos missionários dos Vicariatos.

Paz como fruto da justiça
Referindo-se ao nível da presença junto à sociedade, outro palestrante do encontro, o Cônego Luiz Antônio Pereira Lopes, coordenador da Pastoral das Favelas e Vigário Episcopal do Vicariato Leopoldina, afirmou que “não se pode pensar na Missão Continental só para dentro da Igreja, esquecendo de falar também para fora, pois toda missão tem que ser intra e extraeclesial”. Ele lembrou que vivemos numa sociedade onde cada cristão deve dar a sua colaboração e ter a consciência de seu papel transformador. Ressaltou também que o tema da paz, destacado pela Campanha da Fraternidade deste ano, é fundamental para a vivência do Evangelho. Um dos primeiros passos, neste sentido, consiste em trabalhar para que todas as pessoas tenham um mínimo de condição para sobreviver. “Estamos vivendo este ano o tema da Campanha da Fraternidade que fala sobre a Segurança Pública, cujo lema é: ‘A Paz é fruto da justiça’. Nós entendemos que, se queremos a paz e a segurança dentro do país, temos que trabalhar para a justiça”, afirmou.

O Sacerdote mostrou como, através da CF-2009, a Igreja afirma que não se resolve o problema de segurança pública apenas com atitudes policiais ou violentas, mas também com ações ligadas, por exemplo, a habitação, trabalho, geração de renda, entre outros. “Assim, todos estaremos trabalhando para a promoção social e humana das pessoas”.

Uma das atitudes mais importantes este ano será a participação nas Conferências de Segurança Pública, que acontecerão nos níveis municipal, estadual e federal. A Arquidiocese do Rio será representada na Conferência Federal pelo Padre Manuel de Oliveira Manangão, Vigário Episcopal para a Caridade Social, e pelo Cônego Luiz Antônio.


Dom Wilson Tadeu bispo das missões no Rio
O encontro contou ainda com a presença do Bispo Auxiliar Dom Wilson Tadeu Jönck, responsável pela dimensão missionária na Arquidiocese. Ele destacou a importância de cada um dos três níveis. Segundo ele, no caso das visitas missionárias, não há como separar da formação de comunidades, através, por exemplo, dos Círculos Bíblicos. No nível da presença junto à sociedade, é preciso dar muita atenção às questões concretas de cada local, questões ligadas à segurança pública. No nível da missão ad gentes, é preciso motivar os vicariatos a enviarem seus leigos à missão em Paranatinga.

*Colaborou: Maria Bernadete Felippe e Jornal O Testemunho de Fé
Fotos: Gustavo de Oliveira
Correspondente: Portal da Arquidiocese

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