Fotos. Carlos Moioli
A Igreja do Rio de Janeiro acolheu novos 829 ministros extraordinários da Sagrada Comunhão (Mesc’s) durante uma celebração eucarística presidida pelo arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta, na manhã do dia 1º de novembro, na Catedral de São Sebastião, no Centro.
Também concelebram o rito os bispos auxiliares Dom Roque Costa Souza e Dom Pedro Cunha Cruz, o assistente eclesiástico arquidiocesano dos ministros, padre Marcelo Batista de Araújo, além de padres e diáconos de inúmeras comunidades. Toda a celebração foi transmitida pela Redevida e pela Rádio Catedral FM 106.7.
A investidura, que reuniu ministros de diversas paróquias da cidade, marcou também o 20º encontro dos Mesc’s com seu pastor, que acontece anualmente. Os ministros investidos são de seis vicariatos territoriais. Sendo 425 do Oeste, 192 da Leopoldina, 101 do Jacarepaguá, 98 do Urbano, nove do Suburbano e quatro do Sul.
Chamados à santidade
Refletindo o sentido da Igreja de celebrar a Solenidade de Todos os Santos, Dom Orani, em sua homilia, ressaltou que todo cristão batizado é chamado por Deus para viver uma vida de santidade.
“O ministro deve ter essa vocação e a vontade de dar exemplo aos seus irmãos. Receber de Deus o chamado para ser um ministro extraordinário da Sagrada Comunhão é ter ainda mais a confirmação de que o Senhor o convoca para uma vida santa. É o próprio Cristo que leva em suas mãos. É uma missão que faz o ministro configurar sua vida a Jesus”, frisou.
Ao término do sermão, o cardeal deu sequência ao ritual de investidura, entrevistando aos candidatos sobre a responsabilidade do ministério, e dando-lhes a bênção. Os materiais dos Mesc’s, (teca, manual e bolsa do viático) foram abençoados.
Apóstolos do amor e da caridade
Luzia Aparecida da Silva Lopes, da Paróquia Santa Rita, no Centro, no Vicariato Urbano, é uma das ministras investidas na celebração. Ela contou que quando recebeu o convite, feito pelo seu pároco padre Wagner Toledo, ficou muito emocionada, e que deu seu ‘sim’ para a missão.
“Assim que o padre me chamou, fui participar da Santa Missa, na qual coloquei nas mãos de Jesus a orientação para a minha resposta. Na celebração, confirmei o meu ‘sim’. Com a investidura, começou nosso trabalho, alicerçado no amor e na caridade, durante as celebrações e principalmente junto aos doentes. Como fez São Tarcísio, teremos a graça de conduzir Jesus na Eucaristia”, salientou.
“Nossa maior missão é o enfermo”
Uma das atribuições dos Mesc’s é assistir com a comunhão os enfermos impossibilitados de participarem da Santa Missa. A nova ministra Juliana Cristina Silva de Oliveira, da Paróquia Santa Bárbara e Santa Cecília, de Vigário Geral, do Vicariato Leopoldina, contou que no seu novo ministério quer poder se dedicar ao trabalho direto com os doentes.
“Os sentimentos de ser ministra são um verdadeiro misto de alegria e peso pela grande responsabilidade. A celebração de investidura foi emocionante. Sinto-me indigna de desempenhar esse ministério tão especial para a Igreja. Mas, peço que Deus me capacite e me faça sempre ter a consciência de que nossa verdadeira missão é levar Jesus aos meus irmãos enfermos”, disse.
Testemunhos dados com a vida
Os candidatos a receberem o ministério são escolhidos pelo pároco da comunidade de origem e depois direcionados a participarem de um curso de formação, que acontece em cada um dos vicariatos.
A organização do curso é realizada pela Comissão Arquidiocesana, que conta com a liderança leiga da ministra Maria Carolina Cancella de Amorim, em parceria com as coordenações vicariais e clérigos que acompanham o trabalho.
O assessor eclesiástico, padre Marcelo Batista, afirmou que a mesma formação é ministrada em todos os vicariatos, sendo realizados no mesmo período de duração e contando com as mesmas temáticas explanadas nos encontros.
“O ministro extraordinário da Sagrada Comunhão é, na Igreja Católica, um leigo a quem é dada a permissão, de forma temporária, de distribuir a Eucaristia aos fiéis, na missa ou noutras circunstâncias, quando não há um ministro ordenado (bispo, presbítero ou diácono) que o possa fazer. Os ministros realizam também a Celebração da Palavra com distribuição da Comunhão nas comunidades e na casa dos enfermos”, explicou.
E ainda frisou: “É necessário que tão íntima participação no serviço eucarístico seja realizada com o pleno conhecimento de causa e com toda dignidade”.
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